Já de manhã, com a caneca de café na mão, deparei-me com dois corpos; um, morto e intumecido, o outro, agonizando em seus últimos suspiros. E eu que haveria de tirá-los dali antes que anoitecesse e o Otávio chegasse. Não sei ao certo o que causou essas mortes, afinal, o resto do aquário parecia tranqüilo. Os Acarás na mesma languidez, no canto da parte superior do aquário, e o cardume desfeito dos pequenos Tanictis sansava prum lado e pro outro.
Será que eles brigaram até morrerem ambos? Será que eram dois machos? Ou um casal? Se era um casal, eles deviam estar metidos numa encrenca pois ela era uma "cruzeiro do sul" ( essa raça não fica claro o sexo do peixe) e ele era um legítimo macho Kribenses. O que tornaria essa paixão totalmente impossível. Não. afastada essa possibilidade. Eram dois machos. Brigaram até morrer. Ou não. Talvez tenham sido vítimas de algum vírus, ou bactéria, e por estarem já deprimidos e entediados com a vida no aquário não tiveram forças para vecer a doença. Bom, o fato é que os joguei na privada. O Cruzeiro, totalmente morto, e o Kribenses, ainda respirando. Não pensem, por favor, que eu matei meu kribenses: Quem tem aquário sabe que quando o peixe nada de costas e fica de cabeça para baixo, já não tem chance alguma de sobreviver... Era só uma questão de tempo.
quinta-feira, novembro 09, 2006
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